LOW CARB & GLUTEN FREE

Não, a humanidade não está obesa porque tem abusado de carnes, vegetais e frutas. Crianças, adultos e idosos estão acima do peso - e doentes - devido ao alto consumo da dita comida prática. Rápida, barata (às vezes nem tanto), de fácil acesso, durável e gostosa, diriam alguns. Que atire o primeiro comprimido de glibenclamida quem não se deixa seduzir por uma Negresco, afinal. Comida de verdade virou luxo ou termo usado por cozinheiros gourmet (ops, agora eles se autodenominam chefs), num mundo onde as pessoas se chocam mais com um prato de ovos e bacon no café da manhã do que com um bebezinho mamando Coca-Cola. 

Mas, afinal, o que significa esse termo low carb? Vem do inglês, algo como "baixo carboidrato". Sim, eles, os carboidratos, que estão engordando as nações. Antes de mais nada, entenda que não estamos falando de uma dieta - com prazo para acabar - e sim de um estilo de vida. Você não vai abandonar o pão e ficar chorando por ele dia sim dia não e tendo recaídas a cada vez que passa em frente à padaria. Adotar um estilo alimentar low carb é, antes de tudo, ser mais saudável. Para sempre. Comer a tal comida de verdade, aquela que sua avó ou bisavó reconheceria como alimento. É ir menos ao supermercado e mais à fruteira e ao açougue. É conhecer e entender melhor seu organismo, que é único. É comer quando se tem fome, é prestar atenção no que se come. A alimentação low carb não é restritiva. É sim, seletiva. Pois visa reduzir a quantidade de carboidratos no dia a dia, principalmente aqueles refinados, que vêm de fontes como pão, arroz, massas, biscoitos e alimentos que contém açúcar. Low carb é diferente de no carb. Consumimos sim carboidratos, mas eles vêm de legumes e outros alimentos saudáveis e encontrados na natureza. E lembrando, pessoal, que tudo nessa vida tem algum teor de carboidrato, até uma ingênua e verdinha folha de alface.

Daí algum nutricionista padrão diria que precisamos dos carboidratos sim, que são essenciais para o cérebro, ou que pão integral pode sim, aveia pode sim... E o glúten? Gente, esse trigo geneticamente modificado não é nem de longe o mesmo trigo que seus avós consumiram, ou que Jesus degustou num pão tradicional da época. Dos anos 50 em diante, o trigo se tornou um grande malefício para a sociedade e um grande sócio para a indústria alimentícia (e a farmacêutica, eureka!), tornando pessoas saudáveis menos saudáveis, elevando os números de obesos em todo o planeta, regulando sua fome insaciável por mais trigo... Que benefício o trigo traz para a sua saúde? O famigerado ferro e ácido fólico adicionado à fórmula?! E a falida pirâmide alimentar segue seu caminho de engorda e destruição apoiada por profissionais obsoletos, preguiçosos para o novo ou até irresponsáveis, mesmo.

A estratégia low carb é tão eficaz e inteligente que foi incorporada recentemente pelo Reino Unido como programa oficial para tratamento de obesidade e diabetes. Sim, pode ser que você esteja diabético e não seja diabético... Que tal comer melhor e ser melhor consigo mesmo? Experimente ficar apenas dez dias sem glúten e sem açúcar para notar as diferenças no seu corpo, na sua mente e no seu bem-estar. Apenas dez dias para entender.

Ainda sobre o glúten: mesmo para humanos saudáveis (sem alergias, intolerâncias ou outras desordens) ele é extremamente inflamatório, uma bomba para suas células. Há a correlação da ingesta deste desalimento com diversas doenças crônicas, incluindo lúpus, esclerose múltipla e Alzheimer, acreditem. Precisa de um choque? Leia o livro Barriga de Trigo. E entenda porque Jesus e seus seguidores comiam pão e eram magros e saudáveis.

Carboidratos do mal e glúten torturador à parte, sigamos. Nós do Dona Osmarina experimentamos na pele tudo isso. Porque falar sem fazer é discurso vazio, é coaching e mentoring à distância. Bem vindos à vida real, simples que deixa perplexa a sociedade rebuscada de palavras e vazia de atitudes. Simples, de verdade e permanente, como era no tempo de nossas avós, né Osmarina?